De Paracatu a Toronto e depois a Kupol: Minhas aventuras com o programa de Mobilidade Global

Helisângela Mendonça (gerente de aperfeiçoamento contínuo, Kupol) cresceu em Paracatu e estudou biologia na faculdade de sua cidade. Seu objetivo era juntar-se à equipe de meio ambiente de nosso centro de operação em Paracatu – fazer parte do mundo da mineração que já era tradicação em  sua cidade natal.

Mal sabia Helisângela que sua verdadeira vocação seria algo relacionado ao Aperfeiçoamento Contínuo, que receberia um segundo diploma em mineração e metalurgia e que seu trabalho na Kinross a levaria dos trópicos do Brasil, à nossa sede global em Toronto e de lá até o Círculo Ártico na Rússia.

Atualmente, Helisângela é a primeira gerente expatriada da Kinross a assumir uma função no programa Mobilidade Global em Kupol. Em fevereiro, a Kinross World promoveu uma reunião para saber mais sobre sua experiência com o programa de Mobilidade Global.


Helisângela (à esquerda) em Paracatu, com Maria Aparecida Rodrigues e Cláudia Pinto

O que a atraiu para assumir essa função no programa de mobilidade global? Mudar-se de Paracatu, ir a Toronto e agora para Kupol?

Eu me especializei como analista de IC em Paracatu e trabalhei no setor de operação por três anos e meio quando vi o anúncio para o cargo de IC em Toronto. O trabalho me interessou muito porque era uma oportunidade global e foi então que decidi me candidatar… e como se costuma dizer… o resto é história!

Parte do trabalho em Toronto implicava em viajar para os centros de operação e isso significou que tive a oportunidade de visitar muitos lugares e  conhecer muitas pessoas que trabalham para a Kinross. Um ano depois, o cargo de gerente de IC ficou disponível em Kupol e aproveitei a chance para me candidatar. Antes que parasse para pensar, já estava a caminho da Rússia!

Os benefícios da função de mobilidade global são infinitos: progresso contínuo, maior desenvolvimento pessoal , aperfeiçoamento de habilidades e conhecimentos, maior consciência cultural, rede global mais ampla, amizades de longo prazo, aumento da autoconfiança ao superar desafios, mais criatividade devido à exposição a novas ideias… apenas mencionando alguns.


Helisângela em Fort Knox


Helisângela na usina SART de Maricunga com José Ivanildo Lima, Roy Norcross e Jonathan Norambuena


Helisângela e Isabel Espinoza conduzindo estudos sobre o tempo de ciclo em Tasiast

Por que Kupol?

Kupol é incrível não só por sua geografia diferenciada, como também por seu povo. É uma operação de nível mundial que gostei muito desde a minha primeira visita em 2012. Eles me receberam muito bem e as instalações locais são muito agradáveis e confortáveis. Eles têm uma academia completa, uma academia só para mulheres, um pavilhão de esportes, mesas de sinuca, mesas de ping pong, sala de música, biblioteca, uma capela… a lista é interminável.


Helisângela em Kupol

Qual seu maior desafio ao trabalhar na Rússia e viver no regime de rotatividade no Brasil?

Bem, tenho um marido e dois filhos: Henrique, de 21, e Bruno, de 18 anos. Ambos estão na faculdade agora – e meu filho mais novo está estudando para se tornar um engenheiro de mineração! Sinto muita saudades deles e de meu marido, mas quando estou em Kupol nos comunicamos por mensagem instantânea e Skype.

Outro grande desafio é a diferença de temperatura entre Kupol e Paracatu. Como trabalho no regime de rotatividade, ao sair do Brasil para ir à Kupol, a temperatura estava em torno de +30º C, dois dias mais tarde quando cheguei a Kupol, a temperatura era de -30º C.

A viagem em si é um desafio. Quando saio de Kupol, existem rotas diferentes para se chegar ao Brasil: posso voar de Magadan a Moscou… e depois ir até um aeroporto europeu para voar direto para São Paulo ou Brasília no Brasil. Mesmo assim, quando finalmente desembarco em Brasília… ainda preciso viajar duas horas e meia de carro do aeroporto até minha casa em Paracatu. No final, são dois dias e meio de viagem.



Helisângela visita o vilarejo local de Lamutskoye, próximo ao nosso centro de operação de Kupol

Qual foi a coisa mais gratificante em sua experiência com o programa Mobilidade Global?

A oportunidade de ver como nossa empresa opera em condições tão extremas, poder mostrar minhas habilidades e ajudar a alcançar nossos objetivos. Aprender uma língua nova, desfrutar do sabor de culturas exclusivas e interagir com as comunidades locais, observando como podemos impactá-los de forma positiva.

O programa de Mobilidade Global aumenta nossa capacitação. Não existe nenhum substituto para a perspicácia global que você adquire ao participar de uma missão internacional.


Helisângela (ao centro) durante os estudos de avaliação de risco em Pevek com Sarah Ingram e Anastasia Mayakova

 

 

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